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Na história da humanidade, as fases de maior esplendor do que hoje chamaríamos de “indústria da moda” sempre coincidiram com as épocas de enriquecimento rápido, turbulência econômica e social e (por que não dizer) depravação moral. Houve época, na Roma antiga, em que se gastavam fortunas para organizar grandes jantares para o mundo político e financeiro. Mas só conseguiam atrair a atenção de Petronius, o árbitro da moda dos Romanos, se incluíssem sacrifícios de seres humanos, devorados por peixes carnívoros.

Se estivermos certos, a turbulência do mundo de hoje irá propiciar uma nova explosão de coisas excêntricas. Quanto mais inseguras, inquietas ou infelizes as pessoas se sentem, mais elas procuram refúgio – para suas angústias e frustrações – nas roupas de grife, restaurantes badalados e jóias vistosas. Como dizia um velho anúncio da De Beers, só há três ocasiões em que a beleza das mulheres se torna realmente majestosa: quando estão amando, quando esperam um filho e quando ostentam um colar de diamantes.

Dito assim, tudo parece fácil, mas não é bem assim…